terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Moça


Conheceu-a em um lugar
onde pessoas não procuram,
caçam-se uns aos outros,
como num açougue,
escolhendo a mais bonita,
apalpando, pra vê se dá uma boa comida.


Com o coração em sua mão
entregou-o integralmente,
coitados são eles,
modestos os homens,
idiotas os que caiem na cilada da moça.


Encanta sem saber,
não sabe se fingi
ou se realmente é.
Fica sem saber,
se acredita ou não na moça.


Cabelos de anjo,
um rosto de louça,
às vezes achou que só gostava de seus cabelos,
mas também pensou que poderia ser por seus gostos.
De ser assim,
simples e inteligente.


Daqui a duas semanas,
sem mais nem menos,
falara coisas contorcidas,
elogiará pra não magoar,
dirá com poucas palavras,
que não dá mais.


E lá se vai o moço.
A moça volta pro mesmo lugar,
outro moço a conhece nesse mesmo lugar,
mas o que não percebe
que isso não passasse de uma rotina,
faz isso com todos, diz que gosta de todos.
Se é involuntário? Somente o voluntário vai saber.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Reencontros


Caro idiota,
tem tanto tempo.
Nesse vai e vem
dessas idas e voltas.

Reencontrando-o
nesse vasto mundo
Fingi que não o vê?
Pulsa-se um,
dois e três sentimentos

Fique a vontade.
Corra, fuja, grite
já soube de tudo
Sorria!
Estais livre novamente.