Hoje tive o prazer de olhar com atenção sua prateleira, como anda bagunçada, cheio de textos e livros marcados com um papel amarelado que parece a anos não ser tocado. Fico percebendo pasmado como foi (ou não) organizado milimetricamente sua bagunça, há de tudo um pouco, há cores, há letras de várias formas, nacionalidades e jeitos.
Seja em alguma foto, em alguma lembrança faz-me, em parte, sentir também incluído na sua prateleira, no seu guarda-coisas. Percebo que gosta somente de olhar nas coisas que largou recentemente para admirá-la e mostrar a todos com orgulho. Do que no inicio sempre denomina como “o meu novo objeto”, algum tempo depois o generaliza como “aquilo”.
Não que seja por maldade, vejo que não se sente por satisfeito, o faz por querer o ver cheio de coisas, para um dia fazer o que faço hoje.
Quem sabe um dia ele aprende a admirar os seus objetos antigos.
